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Quinta-feira, 14 DE Fevereiro 2013



Urânio enriquecido é o urânio cujo teor de 235U (urânio-235) foi aumentado, através de um processo de separação de isótopos. O urânio encontrado na natureza, sob a forma de dióxido de urânio (UO2), contém 99,284% do isótopo 238U ; apenas 0,711% do seu peso é representado pelo isótopo 235U. Porém o 235U é o único isótopo existente físsil na natureza em proporções significativas.

Para provocar uma reação de fissão nuclear nos reatores de água pressurizada, é preciso dispor de um urânio que contenha entre 3% e 5% do isótopo 235. Ambos os isótopos, 235U e 238U , têm as mesmas propriedades químicas. A única diferença física entre eles são os três nêutrons que explicam uma pequena diferença de massa atômica.

O urânio enriquecido é um componente crítico, tanto para uso civil (geração de energia nuclear), quanto para uso militar (produção de armas nucleares). Compete à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) monitorizar e controlar a produção segura e o destino do urânio enriquecido para a geração de energia atômica, de modo a evitar a proliferação de armas nucleares.

Acredita-se que os estoques mundiais de U-235 altamente enriquecido estejam na casa das duas mil toneladas. A maior parte se destina à utilização em dispositivos bélicos e propulsão naval. O restante é usado em reatores experimentais e pesquisas.

O subproduto do enriquecimento do urânio são largas parcelas de urânio empobrecido (DU), metal pouco radioativo, 67% mais denso que o chumbo e de utilidades tão diversas como lastro em aviõesblindagens e fabricação de projéteis balísticos. Não há, entretanto, estudos conclusivos acerca da toxicidade do DU.   

 

 

História

Pensava-se que a uraninite era um minério de zincoferro ou tungsténio. No entanto, Klaphroth, em 1789, comprovou a existência de uma "substância semi-metálica" neste minério. Chamou ao metal "urânio" em honra da descoberta feita por Herschel em 1781 do planeta Urano. Mais tarde, Peligot provou que Klaphroth apenas tinha conseguido isolar o óxido e não o metal, e em 1842 conseguiu isolar o urânio metálico. O urânio foi o primeiro elemento onde se descobriu a propriedade da radioactividade. Esta descoberta foi feita por Becquerel em 1896.

Em 1934, Enrico Fermi e os seus colaboradores observaram que o bombardeamento de urânio com neutrões, produzia emissão de partículas beta. Este reacção só seria explicada, em 1938, por Otto Hahn e Fritz Strassmann. Estes investigadores concluiram que o urânio bombardeado com neutrões dava origem a isótopos de elementos mais leves, como o krípton ou o bário, por fissão do seu núcleo, libertando-se uma grande quantidade de energia. Entretanto, Fermi sugeriu que a fissão produzia novos neutrões que poderiam originar novas fissões noutros núcleos e assim tornar a reacção auto-sustentada. Este facto foi comprovado por F. Joliot, Leo Szilard e H.L. Anderson, em 1939.

A primeira reacção nuclear de fissão auto-sustentada foi realizada por Fermi, na Universidade de Chicago, em Dezembro de 1942. Para tal, Fermi e os seus colaboradores, utilizaram 400 toneladas de grafite, seis toneladas de urânio e 58 toneladas de óxido de urânio.

O primeiro teste de uma arma nuclear baseada na fissão do urânio foi realizado em Alamogordo, Novo México, em Julho de 1945.

 

 

 

 

 

 

 

 

Portugal violou na década de 80 o embargo internacional da ONU à venda de armamento ao Iraque e ao Irão, dois países que estavam na altura em guerra. Lisboa vendeu urânio a Bagdad e munições a Teerão.

Segundo documentos oficiais da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), a venda em duas ocasiões daquele metal radioactivo ao Iraque — a primeira em Junho de 1980 e a segunda dois anos depois, num total de 280 toneladas — chegou a ser declarada à Agência, noticia a RTP no seu sítio na Internet.

Porém, o urânio nunca chegou, pelo menos até agora, a ser utilizado por Saddam Hussein para o desenvolvimento de armamento nuclear, também de acordo com a AIEA.

Os documentos citados dão igualmente conta do envolvimento de Portugal na venda de munições ao regime iraniano.

Empresas do Estado receberam munições britânicas

Duas empresas pertencentes ao Estado português — INDEP (Indústrias Nacionais de Defesa, Empresa Pública) e SPEL — venderam munições que eram provenientes do Reino Unido ao Irão, entre 1986 e 1988, segundo um relatório parlamentar britânico. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fontes:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ur%C3%A2nio_enriquecido 

http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e09210.html

http://www.publico.pt/politica/noticia/portugal-vendeu-uranio-ao-iraque-180309

 

traballho elaborado por ricardo covas

publicado por ricardocovas às 15:27
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